sexta-feira, 16 de abril de 2010

Uma noite fora de série

Tina Fey e Steve Carell estrelam juntos uma comédia insossa sobre um
casal insosso de Nova Jersey. por Enoe Lopes Pontes.


Quando se fala em produções estreladas por Fey (30 rock) e Carell (The office), todos sabem que o mínimo esperado são cenas hilárias. Por isso, houve uma grande expectativa por parte dos fãs deles ao saberem da parceria. Porém, no novo longa, dirigido por Shawn Levy (Uma noite no Museu 2), isso não ocorre.

Phill e Claire Foster são um casal comum, que tem filhos e vive num subúrbio de Nova Jersey. Eles estão começando a cair na rotina e por isso, decidem fazer um encontro romântico e diferente do dia a dia deles. Os dois vão para um restaurante caro e agitado de Nova York, mas ao chegarem lá, sem reservas, não conseguem uma mesa. Por esta razão, figem ser outro casal: os Tripplehorn (que não compareceram e deixaram o lugar vago). Porém, os Foster não sabiam que mafiosos procuram os Tripplehorn e, a partir disso, se instala a confusão.

Os primeiros trinta minutos são enfadonhos e as piadas não funcionam. Passado esse período, a dupla se entrosa mais. Contudo, isso acontece devido ao talento do dois comediantes, pois o roteiro, apesar de tentar mascarar isso com situações insanas, é fraco e cheio de clichês vazios e já vistos em outros milhares de filmes.

O que vale resaltar são as várias participações de atores bacanas como: Taraji P. Henson; Mark Wallberg; Mark Rufalo; Kristem Wiig e Leighton Meester, personagens mal construídas, mas que divertem um pouquinho.

Foto: http://brasil.foxinternational.com/content/fox_films/2142/images_overview/poster-20100301045535-12823-d49082493af5d70eb98267a2dcd1534d.jpg

sábado, 3 de abril de 2010

Coração Louco

Jeff Bridges brilha neste longa dirigido por Ben Zeller e produzido por Robert Duvall.
Por Hilda Lopes Pontes
Quando assisti pela primeira o trailer de Coração Louco, imaginei que Jeff Bridges (King Kong, Homem de Ferro) iria concorrer e possivelmente ganhar o Oscar, pois já dava para perceber que pelo perfil de sua personagem e a superação que esta teria em relação ao alcoolismo, tema sempre agraciado pela Academia, ele estava “na frente” de seus concorrentes. Porém, Bridges surpreendeu com sua interpretação visceral e dinâmica, mostrando que, mesmo com uma carreira incrível, ainda pode se superar.
A possibilidade de o espectador mergulhar na vida do cantor e compositor de música country Bad Blake (Bridges), que fez muito sucesso, mas, por causa dos hábitos de fumar e beber muito, só faz shows baratos em bares de cidades do interior, é, praticamente, toda. Difícil é acreditar que Blake, um homem que não abre mão de suas convicções e cheio de manias, é uma personagem fictícia.
Além de Bridges, o filme conta com a desempenho impecável de Maggie Gylenhaal, que concorreu ao Oscar de melhor atriz coadjuvante e interpreta uma jornalista novata e mãe solteira na qual Blake se apaixona e vive um romance. Na cena em que Bad perde o filho dela, Gylenhaal perde seu usual frescor e jeito doce e se transforma, conduzindo o espectador a sentir com ela a dor da possível perda de seu filho.
O elenco ainda tem as presenças de Colin Farrell (sempre fazendo quase o mesmo papel do mesmo jeito), interpretando Tommy o pupilo de Blake e o produtor do longa Robert Duvall como Wayne. O filme ainda tem uma trilha sonora incrível, por passar ao espectador as sensações que Blake está sentindo, incluindo a canção vencedora do Oscar, “Weary kind”.



Todos os homens do Presidente


Alan J. Pakula dirige este filme que conta a história de uma das maiores investigações do século XX. por Enoe Lopes Pontes.



Rodado há 34 anos, por Alan J. Pakula (diretor de A Escolha de Sofia), Todos os homens do presidente continua muito forte, com uma trama que poderia ser atual, pois casos como esse ainda acontecem. Ele inspira estudantes de jornalismo e jornalistas a ter vontade de fazer investigações como a mostrada no longa.

O filme, conta a história real de Bob Woodward (interpretado por Robert Redford) e Carl Bernstein (Dustin Hoffman), dois jornalistas funcionários do Washington Post, que após uma invasão a sede do Partido Democrata, em 1972, passam a investigar o caso e terminam descobrindo tudo sobre o escândalo do Watergate, influenciando diretamente na renúncia do Presidente Richard Nixon.

O longa, baseado no livro homônimo, escrito por Bernstein e Woodward, tem um rítmo intenso e o público é levado a sentir as mesmas emoções da dupla protagonista. A cada entrevista e descoberta o espectador vibra junto com as personagens, principalmente o impacto das tomadas com o som da máquina de escrever. Pakula misturou este som com o de um revolver, pois ele queria mostrar que as palavras podem ser utilizadas como arma.

O filme possui grande elenco, Hoffman e Redford passam a cada cena o espírito investigativo e jornalístico necessários. Além da performace de Jason Robards, que lhe rendeu o Oscar de melhor ator codjuvante.

vencedor de 4 Oscar (Melhor Ator Coadjuvante; Melhor Direção de Arte; Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Som), Todos os homens do Presidente é um longa marcante e eterno na mente de quem assiste.