quarta-feira, 26 de maio de 2010

Final de Lost

por Enoe Lopes Pontes

Mais uma jornada chega ao fim e eu abro um espaço em meu blog, que faço comentários de filmes, para falar desta série que pode ser considerada uma das mais importantes de todos os tempos. Lost, com seus mistérios e enigmas prendeu diversos espectadores por todo o mundo. Todos queriam descobrir o que seria tudo aquilo, o que era a ilha e qual o propósito dela.

Durante seis anos, os fãs (eu sou um deles), acompanharam   a vida de Kate, Jack, Sawyer, Juliet, Locke e tantos outros que apareciam e desapareciam da história. Lost falou, desde o início, de morte, vida e escolhas. O último episódio (The end), não poderia ser diferente.

Com o final da série, descobrimos muita coisa, mas perguntas ficaram soltas e isso, sem dúvidas, é o que de fato faz Lost ser o que é. Acredito que desde que foi exibido e daqui a muitos anos, polêmicas e debates ainda ocorrerão. Fãs continuarão a especular o que faltou ser respondido e o que poderia ser diferente.

Agora, que tudo acabou, o que vale mesmo a pena é curtir a felicidade das personagens ( as mais importante, pois alguns ficaram com o corpo preso a ilha ou não se sabe o que aconteceu com elas) no após vida delas.

No final, o que mais me emocionou ( e me fez chorar, tenho que admitir), foi o reencontro de Juliet e Sawyer, meu casal favorito do programa, que teve uma cena muito bonita, mas sem ficar piegas. E, penso que eles mereciam isso, um final "feliz", mesmo que depois de morrer.

Lost acabou e tenho certeza que outras séries virão, outras angústias, mistérios e emoções, mas sinto que Lost vai ficar na memória para sempre.

P.S.: Esse comentário foi um desabafo empolgado de uma fã, então não me levam a mal se ficou um comentário apaixonado.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Recife Frio


por Enoe Lopes Pontes


Recife Frio, curta dirigido por Kleber Mendonça Filho (Eletrodoméstica), conta como Recife, uma cidade tropical, passou a ser fria. Com uma linguagem de programa de televisão, parece que o espectador assisti a um verdadeiro documentário.Através deste recurso, o curta traz divertidas situações e, ao mesmo tempo, faz uma crítica a realidade do local.


Há no roteiro, um tom de ironia e humor acido que são vistos a cada cena do filme. Destaca-se a seqüência em que vemos a casa de uma família de classe média (pai, mãe, filho e a secretária do lar), que mora em um apartamento em frente a praia e, por isso, com a mudança do clima, passou a sofrer muito com o frio.


Por esta razão, o garoto se apropria do quarto da empregada, que é o mais quente e oferece a ela o seu, que possui uma bela vista, mas a troca não compensa por causa da temperatura.Através deste caso, é possível perceber como se estrutura a realidade social do Recife e, por analogia, a do Brasil.


No documentário foram feitas tomadas com planos abertos, que dão a impressão de que foram elaboradas para mostrar as ruas mais vazias depois da mudança climática, além de explicitar como a baixa temperatura pode causar a frieza nas pessoas, e como o clima pode refletir no comportamento da sociedade.


Com depoimentos que possuem veracidade e uma história criativa, Recife Frio consegue expor os problemas e necessidades do Recife, de maneira dinâmica e sem quebras de ritmo. O filme, que já foi premiado em diversos festivais, como o de Brasília e o Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira, chega ao Festival Panorama Coisa de Cinema no dia 28 de maio de 2010, em Salvador.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Homem de Ferro 2

Sem grandes novidades na história, chega aos cinemas Homem de ferro 2.

por Enoe Lopes Pontes


Jon Favreau (diretor do longa) traz de volta a personagem mais narcisista das histórias em quadrinhos, Tony Stark. Mais convencido do que nunca, Stark retorna com o segredo dele revelado, ele é o Homem de Ferro.
Quando contou a verdade para todos no primeiro filme, grandes expectativas foram geradas, pelo fato de não se saber quais seriam as consequencias disso. Mas, mesmo descobrindo o que acontece com Tony nesta continuação, a história parece ser uma repetição do primeiro.
Apesar de não possuir grandes inovações no roteiro, Homem de ferro 2 tem um elenco carismático e bastante integrado. Mickey Rourke, faz um vilão excelente, que provoca arrepios na plateia. Gwyneth Paltrow (Pepper Potts que para minha surpresa não estava antipática) e Scarlett Johansson (Natasha/Viúva Negra) trazem carisma para o longa.
A personagem de Johansson traz um frescor fantástico para as cenas em que ela está presente. Além disso, tem uma das melhores sequencias da película (quando ela luta contra seguranças, no prédio da empresa Hammer). A simpatia e charme de Scarlett são colocados de lado e, ela passar a apresentar poucas expressões faciais, propositalmente para não demonstrar sentimentos fortes nas ações dela, criando características de uma pessoa fria, com um ar de mistério que chega a parecer uma personagem de filme Noir.
Contudo, é Robert Downey Jr. Quem brilha mais. O seu Tony Stark é cínico, irônico e irritantemente charmoso, na medida. Há uma conexão entre ator e personagem que fica claro a cada minuto do longa.
Porém, nem Downey Jr., nem as super cenas de ação, com mega efeitos especiais, conseguem salvar Homem de Ferro 2 da mediocridade. No geral, não tem como dizer que o filme é ruim, mas ele não passa nem de longe ser bom. Por isso, é meio decepcionante ir ao cinema assisti-lo.