Adrien Brody e Alice Braga estrelam suspense insosso dirigido por Nimród Antal
Por Hilda Lopes Pontes
Os filmes da saga Predador possuíam um objetivo claro de alcançar uma determinada escala de sustos e emoção e quem ia ao cinema para assistir esse longa já tinha essa noção. Porém, Predadores, filme dirigido por Nimród Antal (Temos Vagas) prometia, desde o trailer, ser muito mais do que qualquer um dos anteriores.
Então, é aí que o filme peca. Prometeu demais e deixou o espectador sedento por sangue, por momentos tensos. Porém, tudo o que acontece são 100 minutos de enrolação e todos os clichês possíveis que existem em filmes do gênero. As personagens são óbvias e não há preocupação nem de criar uma partitura corporal diferente para cada uma delas.
O plural do título não faz a menor diferença. O máximo que vemos são dois Predadores juntos e só. O público se questiona todo o tempo como é que num planeta de caça, no qual vão todos os Predadores, só sejam visto tão poucos deles. Uma das cenas mais esperadas, a que Royce, personagem vivido por Adrien Brody (King Kong, O Pianista), tem inúmeros lazeres apontados em direção dele, não dura nem 3 segundos.
Uma última chance que o longa teve, foi a participação de Laurence Fishburne (Matrix) que interpreta um homem enlouquecido pelo anos passados no planeta dos Predadores. A expectativa final acaba, pois o ator tem uma personagem que só existe para encher lingüiça, ou seja, é decepcionante e desempolgante.
Destaque mesmo só Topher Grace (Homem-Aranha 3, Quarteto Fantástico 2- O Surfista Prateado) no papel do médico Edwin que deixa o espectador um pouco curioso e intrigado.


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