sábado, 14 de agosto de 2010

Emmy 2010 agita mundo das séries estadunidenses

Por Hilda Lopes Pontes
Os atores e todos aqueles que trabalham em seriados se sentiam excluídos,fora do mundo de Hollywood. Foi com o Emmy, principalmente, que essa situação mudou e o mundo das séries foi incluída nos holofotes.Esse ano,a premiação comemora 62anos e indica,praticamente, os mesmo programas de todos os anos.Não existiram surpresas ou as chamadas zebras.
Uma das maiores expectativas é se Alec Baldwin vai continuar ganhando todos os prêmios de melhor ator por comédia.Na realidade,mesmo gostando muito da performance dele em 30 Rock, acredito que outros atores precisam ter a oportunidade de ganhar,existem atores que são muito talentosos,como Jim Parsons(The Big Bang Theory). Já a categoria de melhor ator por série dramática é a mais concorrida. Hugh Laurie, Michael C.Hall e Jonh Hamm são fortes concorrentes à estatueta.
Outros principais indicados seguem na lista abaixo:

Melhor série dramática
  • Lost
  • Breaking Bad
  • Dexter
  • Mad Men
  • True Blood
  • The Good Wife

Melhor série de humor
  • Glee
  • Modern Family
  • Curb Your Enthusiasm
  • Nurse Jackie
  • 30 Rock
  • The Office
  • Curb Your Enthusiasm
Melhor atriz em série dramática
  • Julianna Margulies (The Good Wife)
  • Mariska Hargitay (Special Victims Unit)
  • Glenn Close (Damages)
  • Kyra Sedgwick (The Closer)
  • January Jones (Mad Men)
  • Connie Britton (Friday Night Lights)
Melhor ator em série dramática
  • Jon Hamm (Mad Men)
  • Kyle Chandler (Friday Night Lights)
  • Bryan Cranston (Breaking Bad)
  • Hugh Laurie (House M.D.)
  • Michael C. Hall (Dexter)
  • Matthew Fox (Lost)
Melhor atriz em série de humor
  • Lea Michele (Glee)
  • Tina Fey (30 Rock)
  • Toni Collette (The United States of Tara)
  • Julia Louis-Dreyfus (The New Adventures of Old Christine)
  • Edie Falco (Nurse Jackie)
  • Amy Poehler (Parks and Recreation)
Melhor ator em série de humor
  • Larry David (Curb Your Enthusiasm)
  • Alec Baldwin (30 Rock)
  • Matthew Morrison (Glee)
  • Steve Carell (The Office)
  • Jim Parsons (The Big Bang Theory)
  • Tony Shalhoub (Monk)
Melhor ator coadjuvante em série de humor
  • Chris Colfer (Glee)
  • Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother)
  • Jesse Tyler Ferguson (Modern Family)
  • Jon Cryer (Two and A Half Men)
  • Eric Stonestreet (Modern Family)
  • Ty Burrell (Modern Family)
Melhor ator coadjuvante em série dramática
  • John Slattery (Mad Men)
  • Aaron Paul (Breaking Bad)
  • Martin Short (Damages)
  • Terry O’ Quinn (Lost)
  • Michael Emerson (Lost)
  • Andre Braugher (Men of a Certain Age)
Melhor atriz coadjuvante em série dramática
  • Sharon Gless (Burn Notice)
  • Christine Baranski (The Good Wife)
  • Christina Hendricks (Mad Men)
  • Rose Byrne (Damages)
  • Archie Panjabi (The Good Wife)
  • Elisabeth Moss (Mad Men)
Melhor atriz coadjuvante em série de humor
  • Jane Lynch (Glee)
  • Kristen Wiig (Saturday Night Live)
  • Jane Krakowski (30 Rock)
  • Julie Bowen (Modern Family)
  • Sofia Vergara (Modern Family)
  • Holland Taylor (Two and A Half Men)
Melhor minissérie
  • The Pacific
  • Return to Cranford
Melhor telefilme
  • Endgame
  • Georgia O'Keeffe
  • Moonshot
  • The Special Relationship
  • Temple Grandin
  • You Don't Know Jack
Melhor ator em minissérie ou telefilme
  • Jeff Bridges (A Dog Year)
  • Ian McKellen (The Prisoner)
  • Michael Sheen (The Special Relationship)
  • Al Pacino (You Don't Know Jack)
  • Dennis Quaid (The Special Relationship)
Melhor atriz em minissérie ou telefilme
  • Maggie Smith (Capturing Mary)
  • Joan Allen (Georgia O'Keeffe)
  • Judi Dench (Return to Cranford)
  • Hope Davis (The Special Relationship)
  • Claire Danes (Temple Grandin)
Melhor ator coadjuvante em minissérie ou telefilme
  • Michael Gambon (Emma)
  • Patrick Stewart (Hamlet)
  • Jonathan Pryce (Return to Cranford)
  • David Strathairn (Temple Grandin)
  • John Goodman (You Don't Know Jack)
Melhor atriz coadjuvante em minissérie ou telefilme
  • Kathy Bates (Alice)
  • Julia Ormond (Temple Grandin)
  • Catherine O'Hara (Temple Grandin)
  • Brenda Vaccaro (You Don't Know Jack)
  • Susan Sarandon (You Don't Know Jack)
Melhor programa de variedades
  • The Colbert Report
  • The Daily Show with Jon Stewart
  • Real Time with Bill Maher
  • Saturday Night Live
  • The Tonight Show with Conan O'Brien
 

A Verdade Nua e Crua

Hollywood traz mais uma de suas comédias românticas que só de assistir ao trailer dá para saber o final do filme.
por Enoe Lopes Pontes
     
   A verdade é nua e crua mesmo. É muito difícil o cinema americano acertar quando o assunto são comédias românticas. O problema não está só no fato de existir uma fórmula que é repetida sempre, mas as narrativas também são insossas e enfadonhas. Ainda por cima, os mais desavisados podem achar que as ideias desses longas são originais e divertidas, mas já foram utilizadas muito antes. O filme mais antingo que consigo lembrar que já tinha essa fórmula ( e pode haver algum anterior a esse que eu desconheça) é Aconteceu Naquela Noite de 1934. As situações, as piadas, o final tudo muito parecido com o que se vê hoje.
   Essa realidade se encaixa perfeitamente a Verdade Nua e Crua (2009). O filme conta a história de Abby Richter (Katherine Heigl, Ligeiramente Grávidos), uma mulher que é bem sucedida no emprego, porém não consegue manter um relacionamento amoroso com ninguém por ser muito controladora e tão romântica que acredita que encontrará um amor perfeito. Ela trabalha num programa de tv que começa a ter índices baixos de audiência. Por isso, o chefe dela contrata Mike Chadway (Gerad Butler, 300), um grosseirão machista que fará parte do programa "A Verdade Nua e Crua", fazendo comentários sobre o que realmente os homens gostam nas mulheres. Com isso, Abby decide utilizar as dicas de Mike, para conquistar o vizinho dela. Contudo, o rumo dessa relação toma caminhos inesperados (para a personagem, porque para o público não há nada de surpreendente).
   Além de óbvio, para piorar, a dupla protagonista não tem química nem carisma algum e não são bons atores. Heigl permanece na zona de conforto e faz uma personagem igual a de todos os seus longas anteriores. Na verdade, Katherine Heigl só tem duas qualidades: carisma e beleza. Não há nada de marcante na sua atuação e ela é facilmente esquecida. Já Butler é canastrão e muitas vezes antipático, mas este longa não foi a pior performace do ator, porque a maneira dele atuar se encaixa com o perfil do papel.
   Sem uma boa história ou bons atores, esta é mais uma comédia romântica em um milhão de tantas outras. Não se destaca em nada, nem cumpre a função básica de entreter.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A Origem

                           Christopher Nolan comanda longa ambicioso e arrebatador
Por Hilda Lopes Pontes

     O diretor e roterista de Batman- O Cavaleiro das Trevas, Christopher Nolan tem uma filmografia impecável e cheia de sucessos de crítica e bilheteria. Não posso deixar de destacar minha animosidade ao entrar na sala de cinema para assistir seu mais novo longa, A Origem. É claro que sempre há uma ansiedade e certo medo de haver uma decepção. Por isso, já fui preparada para o que poderia ser apenas uma promessa e nada mais.

    Mas não foi dessa vez que Nolan me desapontou. A Origem é tudo o que eu imaginava e muito mais. As referências, os efeitos e o mundo criado pelo diretor não só surpreendem como envolve o espectador por completo. O filme é um misto de Núpicias Reais (a cena do elevador lembra a dança no teto de Fred Astaire) com Matrix e muito mais.

    Dom Cobb ( Leonardo di Caprio)é um ladrão cuja a especialidade é entrar na mente das vítimas e roubar os seus sonhos e que é muito bem-sucedido no que faz. Porém, seu trabalho não é considerado legal e Cobb vive como fugitivo fora do seu país, longe dos seus filhos. Então, surge uma chance de retorno aos Estados Unidos e  sua vida de antes se ele fizer um último roubo. Para isso, reúne um time de experts para fazer uma insersão na mente do filho de um grande empresário. Ele, Cillian Murphy (Extermínio, Café da Manhã em Plutão), deve acreditar que precisadividir o império de seu pai e recomeçar seus negócios.

     O que mais surpreende é maneira como foi construido o mundo dos sonhos, como Nolan conseguiu pensar nele, o público mergulha no subconsciênte das personagens. Não existem referências temporais ou políticas, quem assiste compra a ideia de uma maneira impressionante, é como se só existisse o espectador e aquele universo. A trilha sonora de Hans Zimmer (Batman- O Cavaleiro das Trevas Sherlock Holmes)  ajuda na inserção nos sonhos e muitas vezes faz- nos perguntar: "será que estou sonhando?"

       O elenco afiado e perfeitamente escolhido tem uma característica nostalgica, lembra equipes de investigações dos filmes de suspense dos anos 1950. Leonardo di Caprio (Os Infiltrados, Ilha do Medo), apesar de uma boa performance, está na sua zona de conforto e não saí do comum. Já Joseph Gordon Levitt (500 Dias com Ela) e Ellen Page (Juno) se destacam no auge de suas interpretações,  com carisma e construção de personagem incríveis. Além dos três, o longa ainda conta com a presença de Michael Caine (O Grande Truque) Ken Watanabe (O Último Samurai), Marion Cotillard (Piaf, Nine).
 

A Origem

Escrito e dirigido por Christopher Nolan, A Origem é mais uma de suas audaciosas produções.
por Enoe Lopes Pontes

   Diretor de Amnésia, O Grande Truque e Batman - O Cavaleiro das Trevas; Nolan sempre apresentou filmes impactantes e originais, por possuir uma história única ou por instigar e envolver o público. Com A Origem, essa realidade não foi diferente. Desde os primeiros minutos o espectador pode ser levado a milhares de suposições sobre o que está acontecendo e ficar totalmente intrigado pelas situações que são mostradas.
   A cada sequência a história cresce. É como se fossemos inseridos neste mundo dos sonhos e fossemos puxados para àquela realidade. E nem foi necessário a utilização de 3-D para essa emoção ser sentida, ocorre uma verdadeira imersão.
    Claro que as comparações com Matrix serão feitas e não tem como negá-las. Afinal, eles se plugam para sonhar, existem duas realidades no longa e tem a cena em que Arthur luta sem gravidade alguma, tudo isso remete Matrix na hora. Mas, este fator torna-se um plus para A Origem que trata de uma ideia tão incrível quanto a dos irmãos Wachowski.
   Para completar, Chritopher Nolan escolheu um elenco arrebatador. Leonardo de Caprio (Cobb),  Marion Cotillard (Mal), Joseph Gordon-Levitt (Arthur), Ellen Page (Ariadne), Ken Watanabe (Saito), Cillian Murphy (Fischer), Tom Berenger (Browning) e Michael Caine (Professor). Todos eles, juntos, conseguem passar uma veracidade ainda maior para esta fantasia.
   Com destaque para Page que cativa e consegue não ficar presa ao estigma da personagem marcante, o que acontece com alguns atores que passam o resto da carreira atuando do mesmo jeito após um grande sucesso. Ariadne é quem tem uma conexão com Cobb e é ela quem busca descobrir e entender a mente dele. Ellen Page consegue passar a ligação entre os dois com muita naturalidade.
   A Origem é o tipo de filme que marca gerações e é a prova de que Nolan alcança altos padrões repetidamente. Além disso, quem sabe não é dessa vez que ele ganha o OSCAR?

domingo, 1 de agosto de 2010

Salt

Vestida para matar, Angelina Jolie assume o pápel de Evelyn Salt, que mais parece versão feminina de Jason Bourne.


por Enoe Lopes Pontes

    Fica muito claro desde os primeiros minutos de Salt qual é o objetivo do filme. Entreter. Afinal, um filme de ação tem, geralmente, essa finalidade. Mas, há no ar do longa algo que o diferencia dos outros do mesmo gênero, o papel principal (que originalmente, seria para Tom Cruise, que rejeitou a personagem, pois parecia muito com Ethan Hunt, de Missão Impossível), é encarado por uma mulher. Porém, não é qualquer mulher. Jolie traz para Evelyn uma força e um mistério que conquistam o espectador facilmente.
    Salt conta a história de Evelyn, funcionária da CIA que, após ser delata como espiã russa, tem que fugir da polícia para fazer o que precisa fazer. Com isso, o público passa todo o tempo da película com as dúvidas: Quem é Evelyn Salt? Será que ela é boa ou ruim? Porque ela tem momentos tão grandes de frieza e outros de bondade absoluta.
    Apesar do brilho de Angelina, o roteiro não apresenta um conteúdo com muitas novidades e não existem muitas surpresas, o que irrita, às vezes, por se tornar óbvio. Contudo, possui um bom final que promete continuação e quem sabe uma possível salvação para uma história que poderia ter sido boa.

Encontro Explosivo

Cameron Diaz e Tom Cruise estrelam essa comédia à moda antiga.
  Por Hilda Lopes Pontes

    Depois de nove anos de Vanila Sky, a dupla Diaz e Cruise volta as telonas juntos em Encontro Explosivo. Tom Cruise sempre foi uma das maiores estrelas do cinema hollywoodiano, porém, de uns anos para cá sua carreira deu uma pequena derrapada - devido as cenas que fez, como a do sofá em Oprah, e suas convicções religiosas . Por essas razões, Cruise está desesperado para ter de volta seu status de estrela número um.Esse esforço é claramente visto em Encontro Explosivo,longa em que Cruise interpreta um agente da CIA que foi injustiçado e agora está sendo perseguido. 
     Já Diaz, tem feito tantos filmes ruins só para ganhar 20 milhões que muitos quase já  esqueceram quem ela é.Mesmo assim, o trailer chama atenção e atrai o espectador por causa dos dois atores e das expectativas que os dois dão.Além disso, deixa o público curioso do porquê de dois atores de grande porte darem uma chance ao diretor pouco conhecido James Mangold( Johnny e June).
       Os dois juntos não têm muita química, mas o longa funciona,não pelo roteiro rizível ou pelo apelo aos adolescentes,mas pelas escolhas de Mangold. Um bom exemplo são as cenas em que vemos só o ponto de vista da personagem de Diaz levam o espectador a se sentirem com ela e a mergulharem mais na história.O filme não aposta em grande explosões,como a maioria dos longas atuais, e sim nas classicas correrias e perseguições. As piadas não são muito boas e geram sorrisos amarelos.
             Além disso, toda a tensão que existe entre as duas personagens finda com um beijo sem graça e estranho,o romance parece só uma desculpa para Diaz acompanhar Cruise nas aventuras. Enfim,Encontro Explosivo é um filme inssosso, mas que vale a pena conferir.