quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A Casa do Lago

 Após Velocidade Máxima completar 12 anos, Sandra Bullock e Keanu Reeves voltam a contracenar juntos.
por Enoe Lopes Pontes

    Em 2006, Bullock e Reeves se reuniram novamente, dessa vez para estrelar um longa de outro gênero. Um remake da Coréia do Sul, Il Mare (2000). Dirigido por Alejandro Agresti (Valentin), a história se passa em duas épocas diferentes. Enquanto Alex Wyler (Reeves) está em 2004, Kate Forster (Bullock) está em 2006. Ele mora na em uma casa do lago, local onde Kate também já viveu. De alguma forma, conseguem se comunicar em anos diferentes, através de uma caixa de correios.
     A ideia do filme em si é muito boa, mas não tem como julgar isto, pois ele é uma regravação, por isso não é original. Contudo, o mais importante sobre este roteiro, mesmo que reaproveitado, é o fato dele ser surpreendente. Durante o longa (para quem não viu Il Mare e não sabe o que vai acontecer), cria-se uma expectativa.
     Além disso, a química entre os protagonistas continua, porém há uma maior intensidade entre eles. Isso pode ser por estarem mais velhos ou por já terem trabalhado juntos, mas as cenas crescem quando os dois se encontram e quando as cartas são lidas e, principalmente, em filmes românticos essa característica em muito importante. O público cria uma ligação maior com as personagens
       Não pode-se dizer também que A Casa do Lago é uma grande película. Existe uma demora para que o rítmo se estabeleça e uma cenas com coadjuvantes que se estedem de mais e que podem deixar algumas pessoas ansiosas para que elas passem logo. Com exceção de Christopher Plummer (Simon Wyler), que se destaca. Afinal, ao lado de Keanu Reeves (que não é um ator ruim, mas passa longe de ser bom), fica difícil não brilhar. Não é uma grande performace de Plummer, porém ele é o que parece se esforçar mais.
      Já Sandra, é o tipo da atriz que sempre faz o mesmo papel. É extremamente carismática, contudo isso não é o suficiente para que se destaque. Falta nela uma veracidade maior. Algo que impussione o público a acredita no que ela diz.
 A Casa do Lago é mais um daqueles romances hollywoodianos que ficam na média, não desagradam, mas também não passam disso.
      

Um comentário: