Júlia Roberts interpreta Elizabeth Gilbert em mais um insignificante filme hollywoodiano.
por Enoe Lopes Pontes
Comer Rezar Amar conta a história de Elizabeth, uma escritora que está passando por uma crise de sentimentos, se divorcia e precisa se reencontrar. Para isso, ela decide fazer uma viagem, que tem início na Ítalia e o final na Índia. O que mais incomoda no longa é o fato dele apresentar uma narrativa monótona. Cada cena passa lentamente e momentos que poderiam ser divetidos e emocionantes passam batidos. Ao invés de mostrar todas as relações que Gilbert teve com amigos e namorados, poderiam escolher as mais importantes e explorá-las. Isto daria uma maior dinamicidade a história.
Além disso, os cortes não são bem feitos, o que faz com que o clima seja interropido. É possível sentir uma quebra brusca das cenas. Esta é mais uma razão para o filme ser entendiante.
Contudo, Roberts apresenta uma boa performace. Nada excepcional, porém ela está atuando desta vez, deiferentemente de outros papéis que fica a impressão de que está se vendo Júlia e não uma personagem. Destaque para timbre da voz dela, que está diferente e lembra bastante o de Elizabeth Gilbert.
Já os outros atores estão quase todos apagados. Viola Davies (Delia), Javier Bardem (Felipe), Billy Crudup (Steven) e James Franco (David) estão sem carisma nenhum. Se não exitissem não fariam falta. O único que se salva um pouco disso é Richard Jenkis (Richard), que consegue prender a atenção pelo menos por alguns segundos.
O que torna a película mais insignificante ainda é que ela não cumpre nem a função básica deste tipo de gênero cinematográfico, divertir. Porque se ele fosse mais um romance barato de hollywood, mas houvesse um momento marcante, que entretesse, o ingresso até que valeria a pena. Porém, a realidade não é fácil e aguentar 133 minutos de "blábláblá" corrido e sem profundidade é insurpotável.

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