segunda-feira, 4 de outubro de 2010

No ordinary family

Dia 04 de outubro de 2010 - Por Hilda Lopes Pontes
A tv estadunidense ganha mais um seriado em sua programação, No Ordinary Family. A sinopse é bem simples e com certeza lembra milhões de outras coisas já feitas. A família Powell anda muito desconectada, desunida e com cada um só pensando em seus próprios afazeres. Os filhos cheios de aparelhos eletrõnicos, nem olham para os pais, a esposa, preocupada com o trabalho, nem sabe o que acontece no dia-a-dia dos que moram com ela.
Com medo de todos os familiares se afastassem de vez e desejando que tudo voltasse a ser igual quando seus filhos eram crianças, o pai, Jim Powell(Michael Chiklis), decide que uma viagem para a Amazônia reuniria todos novamente. No caminho, não contavam com um acidente de avião e com um curto período na selva. Ao voltar, percebem que estão diferentes, que têm super-poderes.
Após ver o piloto conclui-se que há uma clara mistura de O Quarteto Fantástico( que teve no elenco o próprio Chiklis) e uma imitação do Quarteto, Os Incríveis. As mesmas temáticas, os mesmo conflitos. Não há nada de diferente na série. o sentimentyo é de frustação ao perceber que o que na realidade acontece é um desespero da indústria hollywoodiana de sempre apresentar algo de novo, quando na verdade é só algo velho com uma nova embalagem. Além do mais, o foco poderia se estabelecer nas relações, mas No Ordinary Family também peca neste quesito apostando mais nas cenas de ação que lembram todas aquelas de qualquer filme de super-herói.
Porém, o elenco está afiadíssimo e possui uma sintonia muito forte. Os quatro membros da família Powell parecem que atuam juntos há muitos anos. Julie Benz sempre é um destaque em suas personagens e dessa vez não é diferente. A cientista Stephanie Powell é a personagem mais bem construída e que mostra mais possibilidades de conflitos futuros por mostrar complexidade.
A atmosfera acolhedora e os diálogos dinâmicos de Greg Berlanti (Everwood, Eli Stone) mostram que o seriado pode ter futuro se não se prender às temáticas abordadas no piloto e ir além de tudo o que já imitam. Se não, correm o risco de se esgotarem no meio da primeira temporada e de ser cancelada antes que qualquer pessoa possa pensar em falar na segunda.

Nenhum comentário:

Postar um comentário