por Enoe Lopes Pontes
Há quatro anos me tornei fã de Meryl Streep. Nos últimos dias vinha me perguntando a razão pela qual nunca escrevi nada sobre ela. Não pensei em nenhum motivo. Por isso, escrevi esse texto sobre o meu maior ídolo hoje e espero que para sempre.
Nascida Mary Louise Streep, ela é considerada por muitos críticos como umas das maiores atrizes estadunidenses de todos os tempos. Com um casamento estável (casada com o escultor Don Gummer há 32 anos, com quem teve 4 filhos), levando uma vida discreta, longe de confusões com paparazzi, Meryl mostra a cada dia como possui uma interpretação camaleônica e versátil.
Ela já trabalhou em dramas (As Horas, Dúvida), em Suspense (Sob o domínio do Mal), Animação (Lucas, um estranho no formigueiro e o Fantástico Sr. Raposo), Comédias (Simplesmente Complicado) e Musicais (Mamma Mia!). Com a capacidade de imitar qualquer sotaque, já fez papel de italiana, dinamarquesa, polonesa e irlandesa e poderia fazer qualquer um que tentasse. Com esta característica, consegue dar uma maior credibilidade a personagem e fazer papéis diferenciados a cada longa.
Aos 60 anos Meryl mostra vitalidade e força na sua interpretação, além de um fôlego impressionante. Um exemplo foi em Mamma Mia! (2008), quando gravou diversas cenas que dançava, cantava e interpretava. Além disso, ela ainda consegue bons papéis o que muito difícil na idade dela.
Para complementar a carreira dela, Streep já trabalhou com inúmeros diretores renomados como Woody Allen (Manhattan, 1979); Alan J. Pakula (A Escolha de Sofia, 1982); Sydney Pollack (Entre Dois Amores, 1985); Clint Eastwood (As Pontes de Madison, 1995) e Robert Altman (A última Noite, 2006). Possui poucas derrapadas na carreira com longas como A casa dos Espíritos e O Rio Selvagem.
Ganhadora e recordista de diversos prêmios como o OSCAR (16 vezes indicada, recebeu 2 vezes) e o Globo de Ouro (indicada 27 vezes, recebeu 7), Meryl é respeitada pela careira sólida que firmou. No próximo longa dela, dublará Jennie em Higglety Pigglety Pop! or There Must Be More to Life, que conta a história de um cachorro terrier que sai de casa para viver aventuras.
Foto: http://www.prettyboring.com/files/images/cear_twoqueens_01_v.jpg
segunda-feira, 7 de junho de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Final de Lost
por Enoe Lopes Pontes Mais uma jornada chega ao fim e eu abro um espaço em meu blog, que faço comentários de filmes, para falar desta série que pode ser considerada uma das mais importantes de todos os tempos. Lost, com seus mistérios e enigmas prendeu diversos espectadores por todo o mundo. Todos queriam descobrir o que seria tudo aquilo, o que era a ilha e qual o propósito dela.
Durante seis anos, os fãs (eu sou um deles), acompanharam a vida de Kate, Jack, Sawyer, Juliet, Locke e tantos outros que apareciam e desapareciam da história. Lost falou, desde o início, de morte, vida e escolhas. O último episódio (The end), não poderia ser diferente.
Com o final da série, descobrimos muita coisa, mas perguntas ficaram soltas e isso, sem dúvidas, é o que de fato faz Lost ser o que é. Acredito que desde que foi exibido e daqui a muitos anos, polêmicas e debates ainda ocorrerão. Fãs continuarão a especular o que faltou ser respondido e o que poderia ser diferente.
Agora, que tudo acabou, o que vale mesmo a pena é curtir a felicidade das personagens ( as mais importante, pois alguns ficaram com o corpo preso a ilha ou não se sabe o que aconteceu com elas) no após vida delas.
No final, o que mais me emocionou ( e me fez chorar, tenho que admitir), foi o reencontro de Juliet e Sawyer, meu casal favorito do programa, que teve uma cena muito bonita, mas sem ficar piegas. E, penso que eles mereciam isso, um final "feliz", mesmo que depois de morrer.
Lost acabou e tenho certeza que outras séries virão, outras angústias, mistérios e emoções, mas sinto que Lost vai ficar na memória para sempre.
P.S.: Esse comentário foi um desabafo empolgado de uma fã, então não me levam a mal se ficou um comentário apaixonado.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Recife Frio

por Enoe Lopes Pontes
Recife Frio, curta dirigido por Kleber Mendonça Filho (Eletrodoméstica), conta como Recife, uma cidade tropical, passou a ser fria. Com uma linguagem de programa de televisão, parece que o espectador assisti a um verdadeiro documentário.Através deste recurso, o curta traz divertidas situações e, ao mesmo tempo, faz uma crítica a realidade do local.
Há no roteiro, um tom de ironia e humor acido que são vistos a cada cena do filme. Destaca-se a seqüência em que vemos a casa de uma família de classe média (pai, mãe, filho e a secretária do lar), que mora em um apartamento em frente a praia e, por isso, com a mudança do clima, passou a sofrer muito com o frio.
Por esta razão, o garoto se apropria do quarto da empregada, que é o mais quente e oferece a ela o seu, que possui uma bela vista, mas a troca não compensa por causa da temperatura.Através deste caso, é possível perceber como se estrutura a realidade social do Recife e, por analogia, a do Brasil.
No documentário foram feitas tomadas com planos abertos, que dão a impressão de que foram elaboradas para mostrar as ruas mais vazias depois da mudança climática, além de explicitar como a baixa temperatura pode causar a frieza nas pessoas, e como o clima pode refletir no comportamento da sociedade.
Com depoimentos que possuem veracidade e uma história criativa, Recife Frio consegue expor os problemas e necessidades do Recife, de maneira dinâmica e sem quebras de ritmo. O filme, que já foi premiado em diversos festivais, como o de Brasília e o Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira, chega ao Festival Panorama Coisa de Cinema no dia 28 de maio de 2010, em Salvador.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Homem de Ferro 2
Sem grandes novidades na história, chega aos cinemas Homem de ferro 2. por Enoe Lopes Pontes
Jon Favreau (diretor do longa) traz de volta a personagem mais narcisista das histórias em quadrinhos, Tony Stark. Mais convencido do que nunca, Stark retorna com o segredo dele revelado, ele é o Homem de Ferro.
Quando contou a verdade para todos no primeiro filme, grandes expectativas foram geradas, pelo fato de não se saber quais seriam as consequencias disso. Mas, mesmo descobrindo o que acontece com Tony nesta continuação, a história parece ser uma repetição do primeiro.
Apesar de não possuir grandes inovações no roteiro, Homem de ferro 2 tem um elenco carismático e bastante integrado. Mickey Rourke, faz um vilão excelente, que provoca arrepios na plateia. Gwyneth Paltrow (Pepper Potts que para minha surpresa não estava antipática) e Scarlett Johansson (Natasha/Viúva Negra) trazem carisma para o longa.
A personagem de Johansson traz um frescor fantástico para as cenas em que ela está presente. Além disso, tem uma das melhores sequencias da película (quando ela luta contra seguranças, no prédio da empresa Hammer). A simpatia e charme de Scarlett são colocados de lado e, ela passar a apresentar poucas expressões faciais, propositalmente para não demonstrar sentimentos fortes nas ações dela, criando características de uma pessoa fria, com um ar de mistério que chega a parecer uma personagem de filme Noir.
Contudo, é Robert Downey Jr. Quem brilha mais. O seu Tony Stark é cínico, irônico e irritantemente charmoso, na medida. Há uma conexão entre ator e personagem que fica claro a cada minuto do longa.
Porém, nem Downey Jr., nem as super cenas de ação, com mega efeitos especiais, conseguem salvar Homem de Ferro 2 da mediocridade. No geral, não tem como dizer que o filme é ruim, mas ele não passa nem de longe ser bom. Por isso, é meio decepcionante ir ao cinema assisti-lo.
Contudo, é Robert Downey Jr. Quem brilha mais. O seu Tony Stark é cínico, irônico e irritantemente charmoso, na medida. Há uma conexão entre ator e personagem que fica claro a cada minuto do longa.
Porém, nem Downey Jr., nem as super cenas de ação, com mega efeitos especiais, conseguem salvar Homem de Ferro 2 da mediocridade. No geral, não tem como dizer que o filme é ruim, mas ele não passa nem de longe ser bom. Por isso, é meio decepcionante ir ao cinema assisti-lo.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Uma noite fora de série
Tina Fey e Steve Carell estrelam juntos uma comédia insossa sobre um
casal insosso de Nova Jersey. por Enoe Lopes Pontes.
Quando se fala em produções estreladas por Fey (30 rock) e Carell (The office), todos sabem que o mínimo esperado são cenas hilárias. Por isso, houve uma grande expectativa por parte dos fãs deles ao saberem da parceria. Porém, no novo longa, dirigido por Shawn Levy (Uma noite no Museu 2), isso não ocorre.
Phill e Claire Foster são um casal comum, que tem filhos e vive num subúrbio de Nova Jersey. Eles estão começando a cair na rotina e por isso, decidem fazer um encontro romântico e diferente do dia a dia deles. Os dois vão para um restaurante caro e agitado de Nova York, mas ao chegarem lá, sem reservas, não conseguem uma mesa. Por esta razão, figem ser outro casal: os Tripplehorn (que não compareceram e deixaram o lugar vago). Porém, os Foster não sabiam que mafiosos procuram os Tripplehorn e, a partir disso, se instala a confusão.
Os primeiros trinta minutos são enfadonhos e as piadas não funcionam. Passado esse período, a dupla se entrosa mais. Contudo, isso acontece devido ao talento do dois comediantes, pois o roteiro, apesar de tentar mascarar isso com situações insanas, é fraco e cheio de clichês vazios e já vistos em outros milhares de filmes.
O que vale resaltar são as várias participações de atores bacanas como: Taraji P. Henson; Mark Wallberg; Mark Rufalo; Kristem Wiig e Leighton Meester, personagens mal construídas, mas que divertem um pouquinho.
Foto: http://brasil.foxinternational.com/content/fox_films/2142/images_overview/poster-20100301045535-12823-d49082493af5d70eb98267a2dcd1534d.jpg
casal insosso de Nova Jersey. por Enoe Lopes Pontes.

Quando se fala em produções estreladas por Fey (30 rock) e Carell (The office), todos sabem que o mínimo esperado são cenas hilárias. Por isso, houve uma grande expectativa por parte dos fãs deles ao saberem da parceria. Porém, no novo longa, dirigido por Shawn Levy (Uma noite no Museu 2), isso não ocorre.
Phill e Claire Foster são um casal comum, que tem filhos e vive num subúrbio de Nova Jersey. Eles estão começando a cair na rotina e por isso, decidem fazer um encontro romântico e diferente do dia a dia deles. Os dois vão para um restaurante caro e agitado de Nova York, mas ao chegarem lá, sem reservas, não conseguem uma mesa. Por esta razão, figem ser outro casal: os Tripplehorn (que não compareceram e deixaram o lugar vago). Porém, os Foster não sabiam que mafiosos procuram os Tripplehorn e, a partir disso, se instala a confusão.
Os primeiros trinta minutos são enfadonhos e as piadas não funcionam. Passado esse período, a dupla se entrosa mais. Contudo, isso acontece devido ao talento do dois comediantes, pois o roteiro, apesar de tentar mascarar isso com situações insanas, é fraco e cheio de clichês vazios e já vistos em outros milhares de filmes.
O que vale resaltar são as várias participações de atores bacanas como: Taraji P. Henson; Mark Wallberg; Mark Rufalo; Kristem Wiig e Leighton Meester, personagens mal construídas, mas que divertem um pouquinho.
Foto: http://brasil.foxinternational.com/content/fox_films/2142/images_overview/poster-20100301045535-12823-d49082493af5d70eb98267a2dcd1534d.jpg
sábado, 3 de abril de 2010
Coração Louco
Jeff Bridges brilha neste longa dirigido por Ben Zeller e produzido por Robert Duvall. Por Hilda Lopes Pontes
Quando assisti pela primeira o trailer de Coração Louco, imaginei que Jeff Bridges (King Kong, Homem de Ferro) iria concorrer e possivelmente ganhar o Oscar, pois já dava para perceber que pelo perfil de sua personagem e a superação que esta teria em relação ao alcoolismo, tema sempre agraciado pela Academia, ele estava “na frente” de seus concorrentes. Porém, Bridges surpreendeu com sua interpretação visceral e dinâmica, mostrando que, mesmo com uma carreira incrível, ainda pode se superar.
A possibilidade de o espectador mergulhar na vida do cantor e compositor de música country Bad Blake (Bridges), que fez muito sucesso, mas, por causa dos hábitos de fumar e beber muito, só faz shows baratos em bares de cidades do interior, é, praticamente, toda. Difícil é acreditar que Blake, um homem que não abre mão de suas convicções e cheio de manias, é uma personagem fictícia.
Além de Bridges, o filme conta com a desempenho impecável de Maggie Gylenhaal, que concorreu ao Oscar de melhor atriz coadjuvante e interpreta uma jornalista novata e mãe solteira na qual Blake se apaixona e vive um romance. Na cena em que Bad perde o filho dela, Gylenhaal perde seu usual frescor e jeito doce e se transforma, conduzindo o espectador a sentir com ela a dor da possível perda de seu filho.
O elenco ainda tem as presenças de Colin Farrell (sempre fazendo quase o mesmo papel do mesmo jeito), interpretando Tommy o pupilo de Blake e o produtor do longa Robert Duvall como Wayne. O filme ainda tem uma trilha sonora incrível, por passar ao espectador as sensações que Blake está sentindo, incluindo a canção vencedora do Oscar, “Weary kind”.
A possibilidade de o espectador mergulhar na vida do cantor e compositor de música country Bad Blake (Bridges), que fez muito sucesso, mas, por causa dos hábitos de fumar e beber muito, só faz shows baratos em bares de cidades do interior, é, praticamente, toda. Difícil é acreditar que Blake, um homem que não abre mão de suas convicções e cheio de manias, é uma personagem fictícia.
Além de Bridges, o filme conta com a desempenho impecável de Maggie Gylenhaal, que concorreu ao Oscar de melhor atriz coadjuvante e interpreta uma jornalista novata e mãe solteira na qual Blake se apaixona e vive um romance. Na cena em que Bad perde o filho dela, Gylenhaal perde seu usual frescor e jeito doce e se transforma, conduzindo o espectador a sentir com ela a dor da possível perda de seu filho.
O elenco ainda tem as presenças de Colin Farrell (sempre fazendo quase o mesmo papel do mesmo jeito), interpretando Tommy o pupilo de Blake e o produtor do longa Robert Duvall como Wayne. O filme ainda tem uma trilha sonora incrível, por passar ao espectador as sensações que Blake está sentindo, incluindo a canção vencedora do Oscar, “Weary kind”.
Todos os homens do Presidente

Alan J. Pakula dirige este filme que conta a história de uma das maiores investigações do século XX. por Enoe Lopes Pontes.
Rodado há 34 anos, por Alan J. Pakula (diretor de A Escolha de Sofia), Todos os homens do presidente continua muito forte, com uma trama que poderia ser atual, pois casos como esse ainda acontecem. Ele inspira estudantes de jornalismo e jornalistas a ter vontade de fazer investigações como a mostrada no longa.
O filme, conta a história real de Bob Woodward (interpretado por Robert Redford) e Carl Bernstein (Dustin Hoffman), dois jornalistas funcionários do Washington Post, que após uma invasão a sede do Partido Democrata, em 1972, passam a investigar o caso e terminam descobrindo tudo sobre o escândalo do Watergate, influenciando diretamente na renúncia do Presidente Richard Nixon.
O longa, baseado no livro homônimo, escrito por Bernstein e Woodward, tem um rítmo intenso e o público é levado a sentir as mesmas emoções da dupla protagonista. A cada entrevista e descoberta o espectador vibra junto com as personagens, principalmente o impacto das tomadas com o som da máquina de escrever. Pakula misturou este som com o de um revolver, pois ele queria mostrar que as palavras podem ser utilizadas como arma.
O filme possui grande elenco, Hoffman e Redford passam a cada cena o espírito investigativo e jornalístico necessários. Além da performace de Jason Robards, que lhe rendeu o Oscar de melhor ator codjuvante.
vencedor de 4 Oscar (Melhor Ator Coadjuvante; Melhor Direção de Arte; Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Som), Todos os homens do Presidente é um longa marcante e eterno na mente de quem assiste.
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