terça-feira, 27 de julho de 2010

Predadores


Adrien Brody e Alice Braga estrelam suspense insosso dirigido por Nimród Antal

                                                                                                         Por Hilda Lopes Pontes
Os filmes da saga Predador possuíam um objetivo claro de alcançar uma determinada escala de sustos e emoção e quem ia ao cinema para assistir esse longa já tinha essa noção. Porém, Predadores, filme dirigido por Nimród Antal (Temos Vagas) prometia, desde o trailer, ser muito mais do que qualquer um dos anteriores.

Então, é aí que o filme peca. Prometeu demais e deixou o espectador sedento por sangue, por momentos tensos. Porém, tudo o que acontece são 100 minutos de enrolação e todos os clichês possíveis que existem em filmes do gênero. As personagens são óbvias e não há preocupação nem de criar uma partitura corporal diferente para cada uma delas.
 O plural do título não faz a menor diferença. O máximo que vemos são dois Predadores juntos e só. O público se questiona todo o tempo como é que num planeta de caça, no qual vão todos os Predadores, só sejam visto tão poucos deles. Uma das cenas mais esperadas, a que Royce, personagem vivido por Adrien Brody (King Kong, O Pianista), tem inúmeros lazeres apontados em direção dele, não dura nem 3 segundos.
 Uma última chance que o longa teve, foi a participação de Laurence Fishburne (Matrix) que interpreta um homem enlouquecido pelo anos passados no planeta dos Predadores. A expectativa final acaba, pois o ator tem uma personagem que só existe para encher lingüiça, ou seja, é decepcionante e desempolgante.
 Destaque mesmo só Topher Grace (Homem-Aranha 3, Quarteto Fantástico 2- O Surfista Prateado) no papel do médico Edwin que deixa o espectador um pouco curioso e intrigado.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Terceira temporada de True Blood promete

Por Hilda Lopes Pontes

Depois de duas temporadas de muito sangue, sexo, crimes e mordidas, True Blood retorna às telinhas, prometendo ser ainda mais intensa. Os fãs, que esperavam apreensivos por novas histórias de Bill,Sookie e Eric, além das resoluções dos conflitos das temporada anterior, podem respirar aliviados com a volta da série nos domingos, às 22h, na HBO.
A terceira temporada começa nos mostrando o que acontecei com Bill depois de ter sido sequestrado, a busca de Sookie - que irá pedir ajuda à Eric- pelo seu amado e a reação de Tara ao saber que seu namorado, Eggs, morreu. Além do desencadeamento das histórias pendentes, novas personagens entram na trama para criar novos conflitos, como os lobisomens(!!!) Alcide(Joe Manganiello) e Coot (Grant bowler), o irmão de Sam Merlotte, interpretado por Marshall Allman e mais um vampiro (James Frain), além do assustador Russell Edgington, o Rei vampito do Mississipi, que promete atormentar a vida de Bill e Sookie.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Nicole Kidman

                                                             por Enoe Lopes Pontes
                                                      


    No dia 20 de junho, Nicole Kidman completa 43 anos e, ao avaliar sua jornada artística, é possível ver que ela pode ser considerada, uma grande atriz do cinema estadunidense. Sua leveza e graça conquistaram muitos fãs e críticos. Apesar das freqüentes derrapadas na carreira, Nicole não perdeu a sua posição de nova Dama de Hollywood, que conquistou devido a sua classe e postura, tanto nas telas como em sua vida.

    Kidman nasceu em Honolulu, no Havaí, no dia 20 de junho de 1967. Após um período fazendo filmes e séries na Austrália - cidade natal dos pais - Nicole fez seu primeiro longa nos Estados Unidos, Terror Abordo (1989). Já em 1990, ela estrelou em Dias de Trovão. Foi neste filme que conheceu e começou a se relacionar com Tom Cruise.


  Quando se tornou a Sra. Cruise as coisas mudaram na vida dela. Nicole passou a fazer menos películas para dedicar-se melhor ao casamento. Nesta época, atuou em longas ruins ou razoáveis como: Flertando (1991); Um Sonho Distante (1992), fracasso de crítica e bilheteria, que fez ao lado de Cruise; Minha Vida (1993); Malícia (1993); Batman – Eternamente (1995) e Da Magia à Sedução (1998).

   Mas, claro que ela também fez filmes bons para sua carreira neste perído, como: Billy Bathgate – O Mundo aos Seus Pés (1991), no qual concorreu ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante; Um Sonho sem limites (1995), filme que lhe rendeu o primeiro Globo de Ouro de sua vida; Retrato de Uma Mulher (1996) e, claro, o último longa dela ao lado de Tom Cruise, De Olhos Bem Fechados (1999). Após este filme, ela e o marido se divorciaram.

   A partir da separação dela com Cruise, ela se concentrou mais na carreira, começou a brilhar e mostrar mais ainda o seu valor como atriz. Primeiro, veio Moulin Rouge – Amor em Vermelho (2001), que trouxe de volta a magia dos musicais para tela e diversas indicações e prêmios para Nicole como o Globo de Ouro e uma indicação ao Oscar de melhor atriz. Mas, não foi somente a crítica que gostou do longa, Moulin Rouge conquistou milhares de fãs no mundo inteiro.

   Logo depois, vieram Os Outros (2001) e As Horas (2002), sendo que pelo primeiro foi indicada ao Globo de Ouro e com o segundo ganhou o Globo de Ouro e o Oscar de melhor atriz. Foram nesses dois filmes, que em minha opnião, ela teve suas melhores performaces.

     Após esta fase cheia de elogios e prêmios, ela não fez nada tão impactante. Os críticos e fãs até pensaram que com Nine (2009), Nicole mostraria seu grande talento de novo. Não que ela não esteja bem no filme, mas o desempenho poderia ser muito melhor, faltou brilho e verdade em sua atuação.

    Mesmo que vacile algumas vezes, Nicole Kidman é respeitada e admirada em Hollywood. Agora é só esperar quando trará uma grande performance novamente. Seus próximos filmes são Rabbit Hole e The Danish Girl, ambos em pós-produção, previstos para 2011 e 2012, respectivamente.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Meryl Streep

por Enoe Lopes Pontes   

Há quatro anos me tornei fã de Meryl Streep. Nos últimos dias vinha me perguntando a razão pela qual nunca escrevi nada sobre ela. Não pensei em nenhum motivo. Por isso, escrevi esse texto sobre o meu maior ídolo hoje e espero que para sempre.
   
    Nascida Mary Louise Streep, ela é considerada por muitos críticos como umas das maiores atrizes estadunidenses de todos os tempos. Com um casamento estável (casada com o escultor Don Gummer há 32 anos, com quem teve 4 filhos),  levando uma vida discreta, longe de confusões com paparazzi, Meryl mostra a cada dia como possui uma interpretação camaleônica e versátil.
   
    Ela já trabalhou em dramas (As Horas, Dúvida), em Suspense (Sob o domínio do Mal), Animação (Lucas, um estranho no formigueiro e o Fantástico Sr. Raposo), Comédias (Simplesmente Complicado) e Musicais (Mamma Mia!). Com a capacidade de imitar qualquer sotaque, já fez papel de italiana, dinamarquesa, polonesa e irlandesa e poderia fazer qualquer um que tentasse. Com esta característica, consegue dar uma maior credibilidade a personagem e fazer papéis diferenciados a cada longa.

    Aos 60 anos Meryl mostra vitalidade e força na sua interpretação, além de um fôlego impressionante. Um exemplo foi em Mamma Mia! (2008), quando gravou diversas cenas que dançava, cantava e interpretava. Além disso, ela ainda consegue bons papéis o que muito difícil na idade dela.

    Para complementar a carreira dela, Streep já trabalhou com inúmeros diretores renomados como Woody Allen (Manhattan, 1979); Alan J. Pakula (A Escolha de Sofia, 1982); Sydney Pollack (Entre Dois Amores, 1985); Clint Eastwood (As Pontes de Madison, 1995) e Robert Altman (A última Noite, 2006). Possui poucas derrapadas na carreira com longas como A casa dos Espíritos e O Rio Selvagem.

    Ganhadora e recordista de diversos prêmios como o OSCAR (16 vezes indicada, recebeu 2 vezes) e o Globo de Ouro (indicada 27 vezes, recebeu 7), Meryl é respeitada pela careira sólida que firmou. No próximo longa dela, dublará Jennie em Higglety Pigglety Pop! or There Must Be More to Life, que conta a história de um cachorro terrier que sai de casa para viver aventuras.

Foto: http://www.prettyboring.com/files/images/cear_twoqueens_01_v.jpg

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Final de Lost

por Enoe Lopes Pontes

Mais uma jornada chega ao fim e eu abro um espaço em meu blog, que faço comentários de filmes, para falar desta série que pode ser considerada uma das mais importantes de todos os tempos. Lost, com seus mistérios e enigmas prendeu diversos espectadores por todo o mundo. Todos queriam descobrir o que seria tudo aquilo, o que era a ilha e qual o propósito dela.

Durante seis anos, os fãs (eu sou um deles), acompanharam   a vida de Kate, Jack, Sawyer, Juliet, Locke e tantos outros que apareciam e desapareciam da história. Lost falou, desde o início, de morte, vida e escolhas. O último episódio (The end), não poderia ser diferente.

Com o final da série, descobrimos muita coisa, mas perguntas ficaram soltas e isso, sem dúvidas, é o que de fato faz Lost ser o que é. Acredito que desde que foi exibido e daqui a muitos anos, polêmicas e debates ainda ocorrerão. Fãs continuarão a especular o que faltou ser respondido e o que poderia ser diferente.

Agora, que tudo acabou, o que vale mesmo a pena é curtir a felicidade das personagens ( as mais importante, pois alguns ficaram com o corpo preso a ilha ou não se sabe o que aconteceu com elas) no após vida delas.

No final, o que mais me emocionou ( e me fez chorar, tenho que admitir), foi o reencontro de Juliet e Sawyer, meu casal favorito do programa, que teve uma cena muito bonita, mas sem ficar piegas. E, penso que eles mereciam isso, um final "feliz", mesmo que depois de morrer.

Lost acabou e tenho certeza que outras séries virão, outras angústias, mistérios e emoções, mas sinto que Lost vai ficar na memória para sempre.

P.S.: Esse comentário foi um desabafo empolgado de uma fã, então não me levam a mal se ficou um comentário apaixonado.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Recife Frio


por Enoe Lopes Pontes


Recife Frio, curta dirigido por Kleber Mendonça Filho (Eletrodoméstica), conta como Recife, uma cidade tropical, passou a ser fria. Com uma linguagem de programa de televisão, parece que o espectador assisti a um verdadeiro documentário.Através deste recurso, o curta traz divertidas situações e, ao mesmo tempo, faz uma crítica a realidade do local.


Há no roteiro, um tom de ironia e humor acido que são vistos a cada cena do filme. Destaca-se a seqüência em que vemos a casa de uma família de classe média (pai, mãe, filho e a secretária do lar), que mora em um apartamento em frente a praia e, por isso, com a mudança do clima, passou a sofrer muito com o frio.


Por esta razão, o garoto se apropria do quarto da empregada, que é o mais quente e oferece a ela o seu, que possui uma bela vista, mas a troca não compensa por causa da temperatura.Através deste caso, é possível perceber como se estrutura a realidade social do Recife e, por analogia, a do Brasil.


No documentário foram feitas tomadas com planos abertos, que dão a impressão de que foram elaboradas para mostrar as ruas mais vazias depois da mudança climática, além de explicitar como a baixa temperatura pode causar a frieza nas pessoas, e como o clima pode refletir no comportamento da sociedade.


Com depoimentos que possuem veracidade e uma história criativa, Recife Frio consegue expor os problemas e necessidades do Recife, de maneira dinâmica e sem quebras de ritmo. O filme, que já foi premiado em diversos festivais, como o de Brasília e o Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira, chega ao Festival Panorama Coisa de Cinema no dia 28 de maio de 2010, em Salvador.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Homem de Ferro 2

Sem grandes novidades na história, chega aos cinemas Homem de ferro 2.

por Enoe Lopes Pontes


Jon Favreau (diretor do longa) traz de volta a personagem mais narcisista das histórias em quadrinhos, Tony Stark. Mais convencido do que nunca, Stark retorna com o segredo dele revelado, ele é o Homem de Ferro.
Quando contou a verdade para todos no primeiro filme, grandes expectativas foram geradas, pelo fato de não se saber quais seriam as consequencias disso. Mas, mesmo descobrindo o que acontece com Tony nesta continuação, a história parece ser uma repetição do primeiro.
Apesar de não possuir grandes inovações no roteiro, Homem de ferro 2 tem um elenco carismático e bastante integrado. Mickey Rourke, faz um vilão excelente, que provoca arrepios na plateia. Gwyneth Paltrow (Pepper Potts que para minha surpresa não estava antipática) e Scarlett Johansson (Natasha/Viúva Negra) trazem carisma para o longa.
A personagem de Johansson traz um frescor fantástico para as cenas em que ela está presente. Além disso, tem uma das melhores sequencias da película (quando ela luta contra seguranças, no prédio da empresa Hammer). A simpatia e charme de Scarlett são colocados de lado e, ela passar a apresentar poucas expressões faciais, propositalmente para não demonstrar sentimentos fortes nas ações dela, criando características de uma pessoa fria, com um ar de mistério que chega a parecer uma personagem de filme Noir.
Contudo, é Robert Downey Jr. Quem brilha mais. O seu Tony Stark é cínico, irônico e irritantemente charmoso, na medida. Há uma conexão entre ator e personagem que fica claro a cada minuto do longa.
Porém, nem Downey Jr., nem as super cenas de ação, com mega efeitos especiais, conseguem salvar Homem de Ferro 2 da mediocridade. No geral, não tem como dizer que o filme é ruim, mas ele não passa nem de longe ser bom. Por isso, é meio decepcionante ir ao cinema assisti-lo.