sábado, 14 de agosto de 2010

A Verdade Nua e Crua

Hollywood traz mais uma de suas comédias românticas que só de assistir ao trailer dá para saber o final do filme.
por Enoe Lopes Pontes
     
   A verdade é nua e crua mesmo. É muito difícil o cinema americano acertar quando o assunto são comédias românticas. O problema não está só no fato de existir uma fórmula que é repetida sempre, mas as narrativas também são insossas e enfadonhas. Ainda por cima, os mais desavisados podem achar que as ideias desses longas são originais e divertidas, mas já foram utilizadas muito antes. O filme mais antingo que consigo lembrar que já tinha essa fórmula ( e pode haver algum anterior a esse que eu desconheça) é Aconteceu Naquela Noite de 1934. As situações, as piadas, o final tudo muito parecido com o que se vê hoje.
   Essa realidade se encaixa perfeitamente a Verdade Nua e Crua (2009). O filme conta a história de Abby Richter (Katherine Heigl, Ligeiramente Grávidos), uma mulher que é bem sucedida no emprego, porém não consegue manter um relacionamento amoroso com ninguém por ser muito controladora e tão romântica que acredita que encontrará um amor perfeito. Ela trabalha num programa de tv que começa a ter índices baixos de audiência. Por isso, o chefe dela contrata Mike Chadway (Gerad Butler, 300), um grosseirão machista que fará parte do programa "A Verdade Nua e Crua", fazendo comentários sobre o que realmente os homens gostam nas mulheres. Com isso, Abby decide utilizar as dicas de Mike, para conquistar o vizinho dela. Contudo, o rumo dessa relação toma caminhos inesperados (para a personagem, porque para o público não há nada de surpreendente).
   Além de óbvio, para piorar, a dupla protagonista não tem química nem carisma algum e não são bons atores. Heigl permanece na zona de conforto e faz uma personagem igual a de todos os seus longas anteriores. Na verdade, Katherine Heigl só tem duas qualidades: carisma e beleza. Não há nada de marcante na sua atuação e ela é facilmente esquecida. Já Butler é canastrão e muitas vezes antipático, mas este longa não foi a pior performace do ator, porque a maneira dele atuar se encaixa com o perfil do papel.
   Sem uma boa história ou bons atores, esta é mais uma comédia romântica em um milhão de tantas outras. Não se destaca em nada, nem cumpre a função básica de entreter.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A Origem

                           Christopher Nolan comanda longa ambicioso e arrebatador
Por Hilda Lopes Pontes

     O diretor e roterista de Batman- O Cavaleiro das Trevas, Christopher Nolan tem uma filmografia impecável e cheia de sucessos de crítica e bilheteria. Não posso deixar de destacar minha animosidade ao entrar na sala de cinema para assistir seu mais novo longa, A Origem. É claro que sempre há uma ansiedade e certo medo de haver uma decepção. Por isso, já fui preparada para o que poderia ser apenas uma promessa e nada mais.

    Mas não foi dessa vez que Nolan me desapontou. A Origem é tudo o que eu imaginava e muito mais. As referências, os efeitos e o mundo criado pelo diretor não só surpreendem como envolve o espectador por completo. O filme é um misto de Núpicias Reais (a cena do elevador lembra a dança no teto de Fred Astaire) com Matrix e muito mais.

    Dom Cobb ( Leonardo di Caprio)é um ladrão cuja a especialidade é entrar na mente das vítimas e roubar os seus sonhos e que é muito bem-sucedido no que faz. Porém, seu trabalho não é considerado legal e Cobb vive como fugitivo fora do seu país, longe dos seus filhos. Então, surge uma chance de retorno aos Estados Unidos e  sua vida de antes se ele fizer um último roubo. Para isso, reúne um time de experts para fazer uma insersão na mente do filho de um grande empresário. Ele, Cillian Murphy (Extermínio, Café da Manhã em Plutão), deve acreditar que precisadividir o império de seu pai e recomeçar seus negócios.

     O que mais surpreende é maneira como foi construido o mundo dos sonhos, como Nolan conseguiu pensar nele, o público mergulha no subconsciênte das personagens. Não existem referências temporais ou políticas, quem assiste compra a ideia de uma maneira impressionante, é como se só existisse o espectador e aquele universo. A trilha sonora de Hans Zimmer (Batman- O Cavaleiro das Trevas Sherlock Holmes)  ajuda na inserção nos sonhos e muitas vezes faz- nos perguntar: "será que estou sonhando?"

       O elenco afiado e perfeitamente escolhido tem uma característica nostalgica, lembra equipes de investigações dos filmes de suspense dos anos 1950. Leonardo di Caprio (Os Infiltrados, Ilha do Medo), apesar de uma boa performance, está na sua zona de conforto e não saí do comum. Já Joseph Gordon Levitt (500 Dias com Ela) e Ellen Page (Juno) se destacam no auge de suas interpretações,  com carisma e construção de personagem incríveis. Além dos três, o longa ainda conta com a presença de Michael Caine (O Grande Truque) Ken Watanabe (O Último Samurai), Marion Cotillard (Piaf, Nine).
 

A Origem

Escrito e dirigido por Christopher Nolan, A Origem é mais uma de suas audaciosas produções.
por Enoe Lopes Pontes

   Diretor de Amnésia, O Grande Truque e Batman - O Cavaleiro das Trevas; Nolan sempre apresentou filmes impactantes e originais, por possuir uma história única ou por instigar e envolver o público. Com A Origem, essa realidade não foi diferente. Desde os primeiros minutos o espectador pode ser levado a milhares de suposições sobre o que está acontecendo e ficar totalmente intrigado pelas situações que são mostradas.
   A cada sequência a história cresce. É como se fossemos inseridos neste mundo dos sonhos e fossemos puxados para àquela realidade. E nem foi necessário a utilização de 3-D para essa emoção ser sentida, ocorre uma verdadeira imersão.
    Claro que as comparações com Matrix serão feitas e não tem como negá-las. Afinal, eles se plugam para sonhar, existem duas realidades no longa e tem a cena em que Arthur luta sem gravidade alguma, tudo isso remete Matrix na hora. Mas, este fator torna-se um plus para A Origem que trata de uma ideia tão incrível quanto a dos irmãos Wachowski.
   Para completar, Chritopher Nolan escolheu um elenco arrebatador. Leonardo de Caprio (Cobb),  Marion Cotillard (Mal), Joseph Gordon-Levitt (Arthur), Ellen Page (Ariadne), Ken Watanabe (Saito), Cillian Murphy (Fischer), Tom Berenger (Browning) e Michael Caine (Professor). Todos eles, juntos, conseguem passar uma veracidade ainda maior para esta fantasia.
   Com destaque para Page que cativa e consegue não ficar presa ao estigma da personagem marcante, o que acontece com alguns atores que passam o resto da carreira atuando do mesmo jeito após um grande sucesso. Ariadne é quem tem uma conexão com Cobb e é ela quem busca descobrir e entender a mente dele. Ellen Page consegue passar a ligação entre os dois com muita naturalidade.
   A Origem é o tipo de filme que marca gerações e é a prova de que Nolan alcança altos padrões repetidamente. Além disso, quem sabe não é dessa vez que ele ganha o OSCAR?

domingo, 1 de agosto de 2010

Salt

Vestida para matar, Angelina Jolie assume o pápel de Evelyn Salt, que mais parece versão feminina de Jason Bourne.


por Enoe Lopes Pontes

    Fica muito claro desde os primeiros minutos de Salt qual é o objetivo do filme. Entreter. Afinal, um filme de ação tem, geralmente, essa finalidade. Mas, há no ar do longa algo que o diferencia dos outros do mesmo gênero, o papel principal (que originalmente, seria para Tom Cruise, que rejeitou a personagem, pois parecia muito com Ethan Hunt, de Missão Impossível), é encarado por uma mulher. Porém, não é qualquer mulher. Jolie traz para Evelyn uma força e um mistério que conquistam o espectador facilmente.
    Salt conta a história de Evelyn, funcionária da CIA que, após ser delata como espiã russa, tem que fugir da polícia para fazer o que precisa fazer. Com isso, o público passa todo o tempo da película com as dúvidas: Quem é Evelyn Salt? Será que ela é boa ou ruim? Porque ela tem momentos tão grandes de frieza e outros de bondade absoluta.
    Apesar do brilho de Angelina, o roteiro não apresenta um conteúdo com muitas novidades e não existem muitas surpresas, o que irrita, às vezes, por se tornar óbvio. Contudo, possui um bom final que promete continuação e quem sabe uma possível salvação para uma história que poderia ter sido boa.

Encontro Explosivo

Cameron Diaz e Tom Cruise estrelam essa comédia à moda antiga.
  Por Hilda Lopes Pontes

    Depois de nove anos de Vanila Sky, a dupla Diaz e Cruise volta as telonas juntos em Encontro Explosivo. Tom Cruise sempre foi uma das maiores estrelas do cinema hollywoodiano, porém, de uns anos para cá sua carreira deu uma pequena derrapada - devido as cenas que fez, como a do sofá em Oprah, e suas convicções religiosas . Por essas razões, Cruise está desesperado para ter de volta seu status de estrela número um.Esse esforço é claramente visto em Encontro Explosivo,longa em que Cruise interpreta um agente da CIA que foi injustiçado e agora está sendo perseguido. 
     Já Diaz, tem feito tantos filmes ruins só para ganhar 20 milhões que muitos quase já  esqueceram quem ela é.Mesmo assim, o trailer chama atenção e atrai o espectador por causa dos dois atores e das expectativas que os dois dão.Além disso, deixa o público curioso do porquê de dois atores de grande porte darem uma chance ao diretor pouco conhecido James Mangold( Johnny e June).
       Os dois juntos não têm muita química, mas o longa funciona,não pelo roteiro rizível ou pelo apelo aos adolescentes,mas pelas escolhas de Mangold. Um bom exemplo são as cenas em que vemos só o ponto de vista da personagem de Diaz levam o espectador a se sentirem com ela e a mergulharem mais na história.O filme não aposta em grande explosões,como a maioria dos longas atuais, e sim nas classicas correrias e perseguições. As piadas não são muito boas e geram sorrisos amarelos.
             Além disso, toda a tensão que existe entre as duas personagens finda com um beijo sem graça e estranho,o romance parece só uma desculpa para Diaz acompanhar Cruise nas aventuras. Enfim,Encontro Explosivo é um filme inssosso, mas que vale a pena conferir.

      

terça-feira, 27 de julho de 2010

The Middle

Patricia Heaton volta para a TV numa nova série que mostra como até a medriocridade pode ser engraçada.

por Enoe Lopes Pontes

   Ao ouvir o nome do seriado já dá para perceber que as pessoas desse programa não são muito bem sucedidas. Isso é confirmado pela história. Frakie Heck (Heaton) é casada com Mike Neil Flyn), que é gerente de escavações, e possui três filhos: Axl, um adolescente irresponsável e preguiçoso; Sue, uma garota que falha em tudo que faz na vida; e Brick, menino estranho que tem a mochila como melhor amigo e que repete tudo o que diz sussurrando.
  Frankie trabalha numa concessionária e é a pior vendedora do local. A situação financeira dela e da família vai de mal a pior. Além disso, ela tem medo de perder o emprego, pois não consegue vender nenhum carro , ainda por cima, comete diversos erros.Neste clima, a cada episódio vemos como Frakie lida com todos seus problemas sem deixar que o bom humor e a esperença de lado.
  The Middle é exibida toda quarta-feira, às 21h30, na Waner Channel.

Predadores


Adrien Brody e Alice Braga estrelam suspense insosso dirigido por Nimród Antal

                                                                                                         Por Hilda Lopes Pontes
Os filmes da saga Predador possuíam um objetivo claro de alcançar uma determinada escala de sustos e emoção e quem ia ao cinema para assistir esse longa já tinha essa noção. Porém, Predadores, filme dirigido por Nimród Antal (Temos Vagas) prometia, desde o trailer, ser muito mais do que qualquer um dos anteriores.

Então, é aí que o filme peca. Prometeu demais e deixou o espectador sedento por sangue, por momentos tensos. Porém, tudo o que acontece são 100 minutos de enrolação e todos os clichês possíveis que existem em filmes do gênero. As personagens são óbvias e não há preocupação nem de criar uma partitura corporal diferente para cada uma delas.
 O plural do título não faz a menor diferença. O máximo que vemos são dois Predadores juntos e só. O público se questiona todo o tempo como é que num planeta de caça, no qual vão todos os Predadores, só sejam visto tão poucos deles. Uma das cenas mais esperadas, a que Royce, personagem vivido por Adrien Brody (King Kong, O Pianista), tem inúmeros lazeres apontados em direção dele, não dura nem 3 segundos.
 Uma última chance que o longa teve, foi a participação de Laurence Fishburne (Matrix) que interpreta um homem enlouquecido pelo anos passados no planeta dos Predadores. A expectativa final acaba, pois o ator tem uma personagem que só existe para encher lingüiça, ou seja, é decepcionante e desempolgante.
 Destaque mesmo só Topher Grace (Homem-Aranha 3, Quarteto Fantástico 2- O Surfista Prateado) no papel do médico Edwin que deixa o espectador um pouco curioso e intrigado.