quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Nine


Robbie Marshall volta às telas com um musical cheio de estrelas hollywoodianas.



Por Hilda Lopes Pontes


Após o sucesso de Chicago, o diretor Robbie Marshall não se manteve muito presente na indústria cinematográfica. Somente dirigiu mais um longa para as telonas que foi Memórias de uma Gueixa, um filme mediano e que recebeu fortes críticas negativas. Mas não é em Nine que Marshall conseguiu retomar seus tempos de glória.



O longa conta a história do cineasta Guido Contini (Daniel Day Lewis,ótimo), que está na crise dos seus quarenta anos e não consegue escrever o roteiro do seu novo filme. Para ele as mulheres em sua vida o marcaram, sua esposa traída(Marion Cottilard), a amante (Penélope Cruz), a mãe( sempre diva Sophia Loren), a amiga e figurinista de seu filmes (Judi Denchi),uma prostituta (Fergie, da banda Black Eye Peas) e uma jornalista( Kate Hudson), e é através do ele viveu com elas que ele tenta começar seu script.



Apesar do estilo do diretor está presente de maneira marcante no longa, – principalmente nos números musicais misturados com diálogos - o ritmo é lento, as cenas são mal montadas e muitas vezes sem motivo,ou seja, pelo menos 30 minutos de filme poderia ser cortado e não faria falta. Outro fator é a enorme quantidade de estrelas em Nine. São tantas atrizes conceituadas que todas terminam sendo coadjuvantes e não se sabe ao certo a história de nenhuma delas.



Porém, o longa tem seus bons momentos. As canções Cinema italiano e Be italian, interpretadas por Kate Hudson e Fergie respectivamente, fazem o ingresso valer a pena. As danças são impecavelmente bem coreografadas e originais além de emocionarem o espectador.





A cova da serpente

Com de 62 anos, o filme traz uma história ainda impactante e que vale a pena assistir. Por Enoe Lopes Pontes.


A cova da serpente conta a história de Virginia Stuart Cunningham (interpretada por Olívia de Havilland), uma mulher que apaixonada, casa-se com Robert Cunningham.
Após um tempo depois do matrimônio ela começa a apresentar sintomas de desequilíbrio mental.Por este motivo, Robert decide internar Virginia em uma instituição para pessoas que sofrem de problemas mentais.

Dentro da clínica Virgínia passa vários dias sem se lembra de nada e não apresenta muitas melhoras. Com isso, o médico que cuida dela, Dr. Kick, passa a tratá-la com choques elétricos.
Entre melhoras e pioras, há um momento em que vai para a ala considerada a melhor, a de número um.

Porém, existe no lugar uma enfermeira que implica com a moça. Com isso, as duas terminam discutindo e Virginia vai parar na Ala 33, a pior de todas. Lá ela se sente na “cova da serpente” e se vê sã ao perceber que existe uma loucura muito maior que a dela. Após a sua estadia na Ala 33, o Dr. Kick trabalha na melhora dela e consegue obter bons resultados.

O longa de 1948, dirigindo por Anatole Litvak, possui um conjunto de elementos cinematográficos muito bom. O roteiro, que conta uma história real, faz o público conectar-se com a trama, as cenas são intensas e há uma conexão entre os atores. Fica em quem assiste uma sensação de angústia passada por eles.

Mas, é Olívia de Havilland a grande estrela do filme. Ela encarna Virginia de forma arrebatadora. Quase se sente o que a personagem vive. Seus olhares e expressões marcantes são memoráveis.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Amor sem escalas


Jason Reitman dirige George Clooney neste forte candidato ao Oscar.
Por Hilda Lopes Pontes

Quando Amor Sem Escalas começou a ser divulgado pelo diretor Jason Reitman(Obrigada por fumar) a primeira coisa que veio na cabeça é que o seu longa seria um romance meloso e superestimado, como o seu sucesso anterior, Juno.Principalmente pela sua versão em português.
Mas o filme surpreende, pois ao invés de personagens surreais, Amor Sem Escalas mostra pessoas "verdadeiras", sem maniqueismos e com dilemas que afetam a vida de qualquer um.
Ryan(George Clooney,ótimo) trabalha para uma empresa na qual sua função é demitir funcionários de outras companias em todo o país, por esse motivo ele viaja muito. Sempre vai na mesma empresa aérea e tem o objetivo de conquistar 10 milhões de milhas.
Tudo muda quando Natalie( Ana Kendrick,perfeita) cria um sistema de demissão por vídeo na internet para os funcionários não precisarem mais ir para outras cidades.Ryan não gosta da ideia e decide viajar com ela para provar que despedir pessoas ao vivo é uma opção muito melhor e mais segura. É nessa viagem que os melhores momentos do filmes acontecem, como a festa em que eles entram fingindo que são pessoas convidadas.
Com um elenco introsado,uma trilha sonora que combina com cada momento do longa por transimitir o clima exato de cada cena e uma direção equilibrada de Reitman pois ele dosa perfeitamente humor e drama, fazem de Amor Sem Escalas um filme merecedor de muitos premios.

Julie e Julia


Nora Ephron traz Meryl Streep e Amy Adams neste filme que poderia se chamar Julia.
Por Enoe Lopes Pontes

Nora Ephron (A feiticeira), dirige este longa que conta a história de duas mulheres de tempos diferentes, mas que apresentam uma paixão em comum: a comida.

A parte de Julia Child (Meryl Streep, divina), conta quando a californiana, no ano de 1948, se muda para Paris com seu marido (interpretado por Stanley Tucci). Ela não pode ter filhos e gostaria de passar seu tempo com algo importante. É a partir desta vontade que Julia descobre o amor pela culinária.

Julie Powell (Amy Adams), é uma escritora que nunca chegou a publicar um livro. Ela se vê num trabalho que não gosta e se sente infeliz com isso. Mas, descobre que sua amiga tem um blog de sucesso e percebe que pode fazer o mesmo como uma espécie de válvula de escape. Com isso, Julie tem a ideia de escrever no blog sua experiência ao fazer 524 receitas do livro de Julia Child em 365 dias.

Há entre as duas partes um diferente rítimo e estilo. Enquanto na de Streep existe uma leveza, bela direção de arte e intepretações divertidas; na de Adams tudo é muito insosso. O casal não funciona, as piadas são sem graça e a narrativa é lenta. O público fica ansioso para que Julia apareça e eles possam se deliciar com Meryl Streep e a incrível história de Julia Child.

Foto: faridhadj.wordpress.com/2009/11/

A duquesa

Ralph Fiennes destaca-se no longa do novato Saul Dibb.

Por Enoe Lopes Pontes

Keira Knightley (Piratas do Caribe), encarna a personagem Georgiana, duquesa de Denvoshire que viveu no século 18. A duquesa era uma espécie de celebridade do período e destacava-se, principalmente, por suas vestes, penteados e maquiagens que influenciaram a moda inglesa da época.

Keira garante uma boa performace no filme e apresenta menos biquinhos e suspiros. Ela transmite os verdadeiros sentimentos da personagem que o longa quer mostrar, a angúsita de Georgiana por não receber a devida atenção do marido (Ralph Fiennes) é claramente vista. Ele se preocupa mais com seus cachorros e com sua obsessão em ter um filho homem do que com sua esposa.

Apesar da boa interpretação de Knightley é Ralph quem brilha mais que todos. A maneira como o ator trouxe o duque faz com que suas ações e sua frieza perante tudo seja, de certa forma, entendidas. Isto faz com que a personagem se torne mais real e mais próxima do público.

Além disso, o longa possui ótimos figurino, cenário e maquiagem.

Contudo, no final, fica uma sensação estranha devido a um desfecho corrido, que poderia ser um pouco mais explicado.

Foto: usinacomunica.wordpress.com/2009/04/10/

Principais Indicados ao Oscar 2010

Por Hilda Lopes Pontes

E está lançada a sorte...Eis os principais candidatos ao Oscar 2010, que será no dia 7 de março.Minhas maiores aposta são em Avatar, de James Cameron e em Hurt Locker, da ex- mulher do diretor de Titanic, Kathryn Bigelow, ambos com nove indicações.

Melhor Filme
Avatar
Um Sonho Possível
Distrito 9
Educação
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
Preciosa - Uma História de Esperança
Um Homem Sério
Up - Altas Aventuras
Amor Sem Escalas


Melhor Ator
Jeff Bridges -
Crazy Heart
George Clooney -
Amor Sem Escalas
Colin Firth - Direito de Amar
Morgan Freeman -
Invictus
Jeremy Renner -
Guerra ao Terror




Melhor Atriz
Sandra Bullock - Um Sonho Possível
Helen Mirren - The Last Station
Carey Mulligan -
Educação
Gabourey Sidibe - Preciosa - Uma História de Esperança
Meryl Streep - Julie e Julia







Melhor Diretor
James Cameron -
Avatar
Kathryn Bigelow - Guerra ao Terror
Quentin Tarantino -
Bastardos Inglórios
Lee Daniels - Preciosa - Uma História de Esperança
Jason Reitman -
Amor Sem Escalas




Ator Coadjuvante
Matt Damon -
Invictus
Woody Harrelson - O Mensageiro
Christopher Plummer - The Last Station
Stanley Tucci -
Um Olhar do Paraíso
Christoph Waltz -
Bastardos Inglórios







Melhor Atriz Coadjuvante
Penelope Cruz -
Nine
Vera Farmiga - Amor Sem Escalas
Maggie Gyllenhaal -
Crazy Heart
Anna Kendrick - Amor Sem Escalas
Mo'Nique - Preciosa








Melhor Animação Longa-Metragem
Coraline
O Fantástico Sr. Raposo
A Princesa e o Sapo
The Secret of Kells
Up - Altas Aventuras






Melhor Roteiro Adaptado
Distrito 9
Educação
In The Loop
Preciosa - Uma História de Esperança
Amor Sem Escalas





Melhor Roteiro Original
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
O Mensageiro
Um Homem Sério
Up - Altas Aventuras



Novidades no amor


Por Hilda Lopes Pontes

Apesar de sempre dirigir o mesmo gênero, a comédia, Bart Freundlich (Totalmente Apaixonados, Californication), costuma comandar variações diferentes do estilo cinematográfico, variando do humor-negro aos longas infantis sobre crianças espiãs. Mesmo que em alguns filmes não consiga grande público e excelentes críticas, sua direção gera uma boa performace do elenco.

Em Novidades no Amor, Freundlich, que também escreveu o roteiro, resolveu abordar um romance entre uma mulher de 40 anos, Sandy (Zeta –Jones), com dois filhos, que se divorcia e recomeça sua vida em Nova York e Aram (Justin Bartha, em sua primeira personagem principal), um rapaz de 24 anos, que mesmo sendo um sociólogo formado, por não ter perspectivas melhores de trabalho se torna babá das crianças de Sandy e com o tempo e a convivência os dois se apaixonam.
Assistido ao filme, pode-se perceber que a graça deste não está em sua premissa, que possui alguns clichês, com o perdão da redundância, clássicos, mas sim na química entre os atores e a sensação de que a família formada no longa pode dar certo, ou seja, o espectador torcer pelo casal e, por isso, até cumpre o seu papel enquanto comédia romântica. Além do que, Zeta-Jones não está com os seus usuais tiques de sex simbol, o que ajuda a dar veracidade à personagem que representa.
O filme possui altos e baixos e, com certeza, poderia concertar algumas partes irregulares, como na cena inicial, na qual poderia ter sido resumida contando o porquê do divórcio numa cena com uma conversa entre a Sandy e sua melhor amiga. São escolhas como estas, que servem somente para aumentar a duração do longa, que fazem das comédia românticas estadunidenses o que elas são: uma hora e meia de uma história que não fica na memória nem por dois minutos.

Imagem: http://www.cinemenu.com.br/busca/filmes?q=novidades+no+amor