
Por Hilda Lopes Pontes
Apesar de sempre dirigir o mesmo gênero, a comédia, Bart Freundlich (Totalmente Apaixonados, Californication), costuma comandar variações diferentes do estilo cinematográfico, variando do humor-negro aos longas infantis sobre crianças espiãs. Mesmo que em alguns filmes não consiga grande público e excelentes críticas, sua direção gera uma boa performace do elenco.
Em Novidades no Amor, Freundlich, que também escreveu o roteiro, resolveu abordar um romance entre uma mulher de 40 anos, Sandy (Zeta –Jones), com dois filhos, que se divorcia e recomeça sua vida em Nova York e Aram (Justin Bartha, em sua primeira personagem principal), um rapaz de 24 anos, que mesmo sendo um sociólogo formado, por não ter perspectivas melhores de trabalho se torna babá das crianças de Sandy e com o tempo e a convivência os dois se apaixonam.
Assistido ao filme, pode-se perceber que a graça deste não está em sua premissa, que possui alguns clichês, com o perdão da redundância, clássicos, mas sim na química entre os atores e a sensação de que a família formada no longa pode dar certo, ou seja, o espectador torcer pelo casal e, por isso, até cumpre o seu papel enquanto comédia romântica. Além do que, Zeta-Jones não está com os seus usuais tiques de sex simbol, o que ajuda a dar veracidade à personagem que representa.
O filme possui altos e baixos e, com certeza, poderia concertar algumas partes irregulares, como na cena inicial, na qual poderia ter sido resumida contando o porquê do divórcio numa cena com uma conversa entre a Sandy e sua melhor amiga. São escolhas como estas, que servem somente para aumentar a duração do longa, que fazem das comédia românticas estadunidenses o que elas são: uma hora e meia de uma história que não fica na memória nem por dois minutos.
Imagem: http://www.cinemenu.com.br/busca/filmes?q=novidades+no+amor

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