
Robbie Marshall volta às telas com um musical cheio de estrelas hollywoodianas.
Por Hilda Lopes Pontes
Após o sucesso de Chicago, o diretor Robbie Marshall não se manteve muito presente na indústria cinematográfica. Somente dirigiu mais um longa para as telonas que foi Memórias de uma Gueixa, um filme mediano e que recebeu fortes críticas negativas. Mas não é em Nine que Marshall conseguiu retomar seus tempos de glória.
O longa conta a história do cineasta Guido Contini (Daniel Day Lewis,ótimo), que está na crise dos seus quarenta anos e não consegue escrever o roteiro do seu novo filme. Para ele as mulheres em sua vida o marcaram, sua esposa traída(Marion Cottilard), a amante (Penélope Cruz), a mãe( sempre diva Sophia Loren), a amiga e figurinista de seu filmes (Judi Denchi),uma prostituta (Fergie, da banda Black Eye Peas) e uma jornalista( Kate Hudson), e é através do ele viveu com elas que ele tenta começar seu script.
Apesar do estilo do diretor está presente de maneira marcante no longa, – principalmente nos números musicais misturados com diálogos - o ritmo é lento, as cenas são mal montadas e muitas vezes sem motivo,ou seja, pelo menos 30 minutos de filme poderia ser cortado e não faria falta. Outro fator é a enorme quantidade de estrelas em Nine. São tantas atrizes conceituadas que todas terminam sendo coadjuvantes e não se sabe ao certo a história de nenhuma delas.
Porém, o longa tem seus bons momentos. As canções Cinema italiano e Be italian, interpretadas por Kate Hudson e Fergie respectivamente, fazem o ingresso valer a pena. As danças são impecavelmente bem coreografadas e originais além de emocionarem o espectador.

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