quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Vestida para Matar



Brian de Palma é um diretor renomado por merecimento. Ele comandou obras-primas como Carrie, a estranha, Os Intocáveis e Scarface. Em todos esses longas percebe-se as tomadas bem planejadas, diálogos arrebatadores e é claro, alguma cena em que o silencio é permanente.
Todas essas características estão em Vestida para matar. Angie Dickinson interpreta Kate Miller, uma mulher de 40 anos que enfrenta uma crise em seu casamento e por isso começa a se consultar com um psiquiatra - Michael Caine (Dark Knight, Miss Simpatia), que com sua leveza nas expressões se mostra o maior destaque do filme-porém, depois de um encontro amoroso com um homem desconhecido por ela, Kate é misteriosamente assassinada.
Este longa surpreende não só pelo assassinato, mas pela maneira em que a história é conduzida. A inspiração nos filmes de Alfred Hitckcock é marcante, como na cena do museu que lembra bastante Um corpo que cai. Existe também uma referencia ao próprio de Palma, no take em Kate Miller toma banho, lembrando demais o Siccy Spacey em Carrie.
Outro fato marcante neste filme é que apesar de nos tempos atuais o estilo dos longas estadunidenses nos quais os diálogos são longos e muitas vezes desnecessários e os tiros “dominam”, em Vestida para matar acontece o contrario, o silencio está em muitas cenas , com um destaque no take em que Kate, olhando um exposição no museu, se interressa pelo homem desconhecido e os dois iniciam um jogo de sedução no local, não existem diálogos por nove minutos.
Vestida para matar é um clássico de Brian de Palma que merece ser assistido, pois é intrigante, perturba e acima de tudo surpreende.

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