sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Fim dos tempos



M. Night Shymalan dirige esse longa sobre uma catástrofe, porém, o maior desastre é o próprio filme.
Por Hilda Lopes Pontes.

O diretor e roteirista M. Night Shymalan foi considerado genial quando surgiu em O sexto sentido porém, ao longo dos anos suas produções perderam a criatividade e o suspense agonizante - como o de crianças falando com espíritos e vilas estranhas onde a cor vermelha prevalece – foram substituídos por clichês e diálogos sem graça que tomam conta de Fim dos tempos.
Mark Wallbergh (Os infiltrados) interpreta um professor de ciências que ama a sua esposa (Zooey Dechannel), apesar dos problemas pessoais em seu casamento. Sua vida estava comum quando uma onda de suicídios em massa começa a tomar conta de Nova York. Por isso a cidade é evacuada e daí por diante ele, sua mulher ,o amigo e a filha dele começam uma jornada para salvar suas vidas.
A proposta inicial do filme parecia muito boa, mas o desempenho de Wallbergh, com uma voz estranha e expressões faciais inexistentes ou artificiais, fazem sua presença praticamente insuportável. Além dos erros do ator, o roteiro é mal estruturado, com motivos implausíveis para a catástrofe, diálogos que mais parecem do seriado Saturday Night Live, ou seja, as conversas soam engraçadas quando deveriam ser assustadoras. O longa dá a impressão ao espectador de não saber o porquê de está assistindo o mesmo.
Apesar de um bom inicio de filme, da marcação muito bem feita na hora dos suicídios, Fim dos Tempos tem erros tão graves e incorrigíveis que para melhorá-los seria necessário começar do zero, ou seja, o longa teria que ser feito todo de novo.

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